sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Sentimento bom
Fiquei uns minutos na cama tentando assimilar tudo o que aconteceu. Um ano e meio depois e sei que ainda te amo, acredito que isso não vai mais mudar. Você foi uma das pessoas mais importantes da minha vida e esse amor não vai simplesmente acabar, mas hoje ele está diferente, hoje ele é uma lembrança boa e não uma dor que parte o coração ao meio.
E não aconteceu nada de diferente na minha vida, não me apaixonei por ninguém, ainda tenho a mesma rotina, os mesmos amigos, nada mudou. Mas algo dentro de mim acordou mais conformado, mais ameno.
Hoje posso dizer que pode haver uma luz no final do túnel, hoje posso dizer que a vida não se resume na pessoa que você escolhe para viver ao seu lado, hoje acredito que é possível ser feliz sozinha. Acho que hoje consigo entender o que eu não entendi a vida inteira! Que não preciso de ninguém para alcançar meus objetivos e ser feliz, que isso só depende de mim mesma!
Só espero que amanhã esse sentimento seja o mesmo e também espero de verdade um dia poder te encontrar em uma fase boa de nossas vidas para que possamos lembrar do passado com carinho e respeito. Mas que sejam apenas lembranças, que não machuquem, mas que tragam esse sentimento de paz e concretização.
Foram oito anos intensos e só nós dois podemos dizer o quanto, mas que estavam fadados a terminar. Não importa mais de quem foi a culpa, até porque hoje acredito que os dois tenham uma certa culpa de tudo o que aconteceu. Mas isso não tem mais importância, nada mais importa, apenas cultivar esse sentimento bom e de carinho que tenho por você!
Obrigada por tudo o que vivemos, você será um capítulo inesquecível na minha história! Mas agora está na hora de escrever novos capítulos...
HeS2 😘
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Como inventar um adeus, se é amor?
E fica sempre a dúvida: “como inventar um adeus? ” Ou, como seguir em frente quando tudo que a gente queria era permanecer, ver dar frutos, florir?
A gente sempre imagina que plantou flores em solo fértil, e chora em silêncio quando percebe que farto era só o nosso desejo. A gente sempre vai ter um pouco de saudade daquilo que ficou por viver. Das histórias que a gente construiu no coração, mas que não sobreviveram para virar realidade. Dos sonhos que a gente plantou, mas não tiveram força para se tornar verdade.
De vez em quando é essencial fazer pactos com o adeus. Cortar pela raiz mesmo ferindo e doendo. Aceitar a morte de um tempo, tolerar a decisão de seguir adiante sem a companhia escolhida e permitir a ferida da despedida.
O adeus também é feito de corações que se amam, de almas que se entendem, de rios que correm lado a lado.
É preciso força para não sangrar. Para entender que a paz do encontro foi trocada pela inquietação da despedida; para aprender a ficar em silêncio quando muita coisa já foi dita; para recolher-se em cuidado e proteção; para permitir-se ser curado com colos e abraços de mãe ou de amigos; para aceitar carinhos em forma de chocolate quente; para aprender a respirar sem dor; para novamente florescer sentindo amor.
A gente tem que entender que certas feridas irão existir para sempre, não importa quanto tempo passe. A boa notícia é que param de doer. Mas a cicatriz permanece lá, como um lembrete de que fomos modificados para sempre.
Um dia a gente olha para trás e entende que a vida também é constituída de finalizações e despedidas. E que isso faz parte do que somos também. Pois o bonito da existência é perceber que nascemos diamante bruto, e que o tempo permitiu que fôssemos lapidados com alegrias e tristezas, começos e términos, crescimento e poda, realizações e saudades…
HeS2
terça-feira, 21 de julho de 2015
Separação
A separação dói. Dói ainda que não haja mais resquícios de amor ou cumplicidade. Deixar para trás uma vida construída a dois para seguir vivendo só, reformulando os sonhos, replanejando as metas e reinventando-se, não é das tarefas mais fáceis.
Sendo assim, que haja separação quando ainda houver vestígios do que existia, mas em outra intensidade, com outras nuances. Um quadro bonito numa moldura digna. Que não esperemos que as cores desbotem e tornem-se apenas um borrão do que foi um dia. Um quadro apático, que nem de longe lembra a aquarela viva de outrora, quando havia apenas amor e planos.
Que saibamos quando não podemos mais caminhar juntos, mas que enxerguemos no fim um novo começo. Afinal, o sentimento apenas se transformou, a relação passou por um tipo de mutação. E agora resta a experiência, um carinho suave e mudo, uma coexistência branda.
Saudável é o fim que anuncia um amor que passou por uma metamorfose inevitável. Uma separação que se deu enquanto havia respeito e um certo resquício de casal. Saudável é o fim que nos permite desfrutar de uma amizade sem saudosismo crônico ou arrependimento pelo que poderia ter sido e infelizmente não foi.
Esmiuçar os fracassos e distribuir as culpas é perda de tempo. Haverá o pranto e a lembrança do que significou um dia, mas haverá também o comum acordo, uma espécie de contrato imaginário em que ambas as partes concordam que o que tiveram foi sublime e único demais para continuar. E por ser tão sublime e único, merecia um ponto final. Porque continuar seria diminuir o sentimento que sustentou a união, seria assistir submissos à transição lenta e progressiva de algo que um dia deu certo para um ciclo de culpabilização, de cobranças, de raiva, de falta de admiração. E é sabido que quando perde-se o respeito e a admiração, perde-se a essência e o propósito.
Que o fim venha se arrastando, quando ambos estiverem combalidos, mas não insuportáveis aos olhos um do outro. E que as mãos se soltem, cansadas, agradecidas, acalentadas. Que o fim chegue silencioso, se instale e tome forma numa troca de olhares terna, reafirmando a cumplicidade latente.
E assim, poder dizer que deu certo. Deu tão certo que acabou, da forma certa e no momento certo. Apesar de piegas, poder dizer que foi eterno enquanto durou. E que a vida não finda ali, no arrastar das malas, no fechar das portas, nos dedos livres de alianças. Que o ponto final deu lugar a uma vírgula que não serve para evidenciar a ruptura, mas para auxiliar numa passagem branda, num antes e depois que difere apenas na ausência física do outro, mas que não anula os aprendizados e as vivências que ambos experimentaram.
E que possamos nos permitir seguir a vida com outros planos e sentimentos, tendo o término como plano de fundo para outros quadros, com outras cores e perspectivas, enquanto seguimos pintando, de alma leve e consciência tranquila...
HeS2
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
O que é sucesso?
domingo, 10 de agosto de 2014
Dia dos pais
Hoje eu parei pra escrever
Alguma coisa assim sobre você
E simplesmente me deixei levar
Pela emoção de poder lhe falar
No dia em que apareceu
Mesmo que não tenha sido quem me concebeu
Foi um lindo presente que o Senhor me deu
A realidade de um sonho meu
E toda vez que eu chorei
Você me ensinou uma nova canção
Meus olhos de anjo pequeno
Iam se fechando ao som do coração
Coisas que de mim não saem
A primeira vez que te chamei de pai
Vou lhe confessar agora com sinceridade
Com você eu aprendi como é ter um pai de verdade
Seu dia comemoramos agora
É de alegria que meus olhos choram
Você é meu exemplo, sempre me fascina
Para mim vou ser sempre sua menina
E não importa onde você vai
Sempre vai sobrar um lugar pra você meu pai
Tenha a certeza que eu vou sempre estar
Perto de você onde quer que vá
Pode passar o tempo que passar
O amor continuará insano
Não sei nem bem como tudo explicar
Só sei que a cada dia mais te amo
♡
Adaptação da música Filha de Rick e Renner